No universo dos negócios digitais, poucas palavras causam tantos arrepios em empreendedores quanto chargeback. Com o crescimento do comércio eletrônico, especialmente no Brasil, proteger o caixa e a reputação da loja digital passou a ser rotina. Pensando nisso, reunimos nossa experiência na FastPay para escrever um guia atualizado e completo sobre o tema: o que é, como acontece, como diferenciar de outros processos, por que surgem, como se proteger, e, claro, como adotar uma gestão eficiente desse desafio cada vez mais presente.
O que é chargeback no e-commerce?
Chargeback é a contestação de uma compra realizada com cartão de crédito ou débito, solicitada pelo titular do cartão diretamente à administradora. Isso significa que o valor originalmente recebido pelo lojista pode ser retirado da conta da empresa, caso a contestação seja considerada procedente.
O processo geralmente acontece quando o consumidor detecta alguma irregularidade na compra, seja por não reconhecer a transação, identificar uma cobrança indevida ou suspeitar de uso fraudulento do cartão.

No universo do comércio eletrônico, o chargeback pode se tornar um verdadeiro desafio ao afetar diretamente o faturamento, o fluxo de caixa e a reputação da marca. Nosso olhar atento na FastPay nos faz acompanhar de perto o impacto desse fenômeno, inclusive os dados recentes do relatório de 2025 revelam que até 20% dos prejuízos dos lojistas vêm desse tipo de contestação.
Como ocorre o chargeback e quais os principais tipos?
O processo começa em uma etapa posterior à compra: após uma transação ser aprovada e o produto ou serviço ser entregue, o consumidor pode entrar em contato com a administradora do cartão e requerer a devolução do valor. Ao receber essa solicitação, o banco emissor analisa o pedido, bloqueia o valor e, se entender que cabe procedência, debita a quantia do estabelecimento, que pode ou não ser notificado sobre a disputa, dependendo do procedimento adotado.
Existem três principais tipos de chargeback:
- Fraude (não reconhecido): O titular afirma que não realizou nem autorizou a compra.
- Erro de processamento: Problemas técnicos, cobrança em duplicidade ou falhas no valor.
- Desacordo comercial: Cliente alega não ter recebido o produto, entregas erradas ou descumprimento da oferta.
Sintetizando:
Chargeback pode ter origem em fraude, erro ou discordância com o comerciante.
Diferença entre chargeback, estorno e devolução
Sabemos que é comum haver confusão entre estes termos, mas cada um carrega procedimentos e consequências diferentes para o lojista:
- Chargeback: A contestação vem do banco (administradora), geralmente sem aviso prévio, impondo a devolução do valor ao consumidor e um prejuízo ao lojista, sem discussão direta.
- Estorno: O próprio lojista, por iniciativa ou acordo com o cliente, solicita à adquirente ou gateway de pagamento que devolva o valor ao consumidor. É um processo mais amigável.
- Devolução: Reembolso realizado pelo lojista, quando o comprador devolve o produto e solicita a compensação pelo valor pago.
A maior diferença está no controle do processo: no chargeback, o comerciante tem pouco ou nenhum poder imediato de decisão.
Principais causas de chargeback no e-commerce
Com a expansão das vendas online, surgem situações variadas que levam à contestação de compras. Entre as mais frequentes, destacamos:
- Fraude por uso não autorizado: Dados do cartão roubados ou clonados realizados por terceiros.
- Erro de processamento: Cobrança em duplicidade ou valores incorretos.
- Desacordo comercial: O consumidor não recebeu o produto, recebeu mercadoria divergente ou o serviço não foi entregue conforme prometido.
- Dificuldade para contato: Cliente não consegue rápida solução às dúvidas ou problemas e recorre ao banco.
- Políticas comerciais confusas: Falta de clareza nos processos de trocas, devoluções e reembolsos gera insegurança.
Em nossa experiência na FastPay, negócios que trabalham boas práticas de prevenção e mantém comunicação transparente costumam fugir das causas mais comuns.

Impactos do chargeback: prejuízo nas finanças e na reputação
Os prejuízos financeiros são os mais óbvios, afinal, cada estorno representa a “perda” de uma venda, e muitas vezes do produto já enviado. Mas as consequências não param por aí.
Segundo o relatório de 2025, lojistas brasileiros relatam perdas médias de até R$ 4,35 milhões por fraudes, e o chargeback responde por 20% dessas perdas para boa parte das empresas. Esse dado nos faz refletir sobre o esforço para conquistar cada cliente, e como um gerenciamento falho pode minar essa conquista rapidamente.
Além do impacto direto no caixa, o excesso de disputas pode:
- Elevar taxas cobradas pelo banco e adquirentes.
- Gerar bloqueios ou restrições operacionais na conta da loja.
- Prejudicar a confiança dos clientes, que podem associar a marca a riscos.
O consumidor confia menos em empresas que acumulam reclamações e disputas não resolvidas.
Por tudo isso, reforçamos sempre que a prevenção é um investimento, não apenas um custo.
Como prevenir chargeback: orientações práticas para negócios digitais
Na FastPay, aprendemos na prática que a melhor defesa é atuar de forma preventiva e estruturada. Algumas medidas fazem diferença:
Implantação de políticas claras e visíveis
Regras bem definidas sobre trocas, devoluções, prazos de entrega e reembolsos reduzem a chance de desentendimentos. Exiba essas políticas de forma clara no site e na comunicação pós-venda. O cliente bem informado raramente busca o banco antes de tentar contato.
Autenticação robusta
Cartões com autenticação em 2 etapas, solicitação de dados adicionais (CVV, 3D Secure), verificação de telefone e confirmação por e-mail ajudam a filtrar tentativas de fraude.
Comunicação ágil e transparente
Facilite canais múltiplos para atendimento, tire dúvidas antes da compra, envie notificações automáticas a cada passo do pedido e seja rápido para solucionar demandas. Quando o consumidor sente-se ouvido, reduz-se o impulso da contestação.
Utilização de tecnologia antifraude
Sistemas inteligentes analisam padrões de compra, cruzam dados em tempo real e bloqueiam suspeitas. Plataformas avançadas, como a da FastPay, contam com machine learning para monitorar milhares de variáveis, protegendo sua receita.
Além disso, vale investir em um sistema dedicado de gestão de disputas conectado ao gateway, o que garante resposta rápida e armazenamento seguro dos dados das transações.

Meios de pagamento seguros e integrados
Prefira soluções que integram cartões, boletos, Pix e carteiras digitais com acompanhamento em tempo real, fusão de dados, controle de liquidação inteligente e relatórios detalhados. Plataformas multicanais, como oferecemos na FastPay, trazem não só flexibilidade, como segurança e registro de todas as etapas do pedido.
Atualização constante em segurança da informação
Novas ameaças surgem a todo momento. Invista em capacitação, revisão de processos, atualização periódica dos sistemas, e monitore blogs, notícias, comunicados das bandeiras e órgãos reguladores.
Gestão eficiente: o que fazer quando o chargeback ocorre?
Apesar de prudência e investimento, nenhum negócio digital está 100% livre desse risco. É fundamental adotar uma rotina clara diante de disputas:
- Guarde toda documentação: Mantenha registros de entrega, comprovantes assinados, comunicações e logs do pedido.
- Receba a notificação: Alguns adquirentes notificam quase instantaneamente. Assim que tomar conhecimento, verifique ID da transação e os detalhes do pedido envolvido.
- Confira o motivo do chargeback: Identifique se é alegação de fraude, erro técnico ou desacordo comercial. Isso muda sua estratégia de resposta.
- Prepare sua defesa: Encaminhe documentos, prints, comprovantes e declarações do consumidor (quando aplicável).
- Responda dentro do prazo: Em geral, o tempo é curto. Garanta que sua equipe esteja treinada para produzir uma contestação clara e fundamentada.
- Monitore o processo: Acompanhe a resposta do banco ou adquirente, atualize registros internos e mantenha o cliente informado, se for o caso.
Reforçamos que serviços como o FastPay entregam gestão automatizada de disputas, o que pode evitar grandes prejuízos por simples falhas processuais.
Para entender o ciclo completo de uma gestão bem estruturada, sugerimos a leitura do artigo sobre gestão de chargebacks em 6 passos.
Monitoramento de transações suspeitas: como fazer?
A detecção precoce reduz imensamente as chances de perder dinheiro. Em nossa experiência, as seguintes rotinas fazem a diferença:
- Análise manual das vendas no dashboard do gateway: Busque agrupamentos suspeitos, valores ou destinos fora do padrão dos clientes regulares.
- Uso de filtros avançados e alertas automáticos: Configure alertas para tentativas de múltiplos pagamentos com um mesmo cartão, compras sequenciais com CEPs divergentes, valores acima do habitual, etc.
- Contato preventivo: Se notar algo incomum, contate imediatamente o cliente para confirmar dados.
- Registro de logs: Salve IP, horário, navegador, comportamento na loja e demais detalhes da sessão.
Além disso, sugerimos acompanhar resultados de ajustes diretamente em relatórios de performance, revisando constantemente a política antifraude. Essa etapa é detalhada também em nosso artigo sobre otimização do checkout para e-commerces.

Dicas adicionais para proteger o negócio e reputação
- Mantenha sempre o cadastro de clientes atualizado; exija endereço, telefone, e-mail válido e confirme antes do envio.
- Peça assinatura na entrega para pedidos de alto valor ou entrega física.
- Não envie mercadorias antes da confirmação de aprovação e análise da compra.
- Documente todos os contatos com o consumidor de forma organizada.
- Esteja atento a sinais de compras suspeitas: diferentes endereços, CEPs de risco, grandes quantidades de um produto ou navegação acelerada.
Tenha sempre um parceiro tecnológico que acompanha a legislação e as melhores práticas. Nossa atuação internacional por meio da FastPay Europe reforça como a atualização constante faz diferença frente a regulações brasileiras e estrangeiras.
Aspectos regulatórios brasileiros em foco
A legislação do Brasil é rigorosa quanto ao direito do consumidor. O chargeback muitas vezes se ancora no Código de Defesa do Consumidor e na regulamentação do Banco Central. Isso leva, por exemplo:
- A obrigatoriedade de reembolso em casos comprovados de fraude.
- O dever do lojista de apresentar documentos para contestação.
- O estímulo ao uso de meios de pagamento digitais com autenticação forte.
Acompanhando organismos de defesa do consumidor, notamos a tendência crescente de regulamentação no comércio eletrônico. Por isso, alertamos: seguir diretrizes atualizadas protege não só o caixa, mas a marca.
Passo a passo para contestação de vendas
Recebeu um aviso de contestação? Siga este roteiro prático:
- Verifique o pedido e reúna provas: Busque tudo que comprova a venda legítima (notas, rastreios, conversas, prints de tela, dados de entrega armazenados).
- Detalhe a transação: Mostre datas, comprovantes, CPF/CNPJ do comprador, nome, assinatura na entrega ou prints de confirmação do cliente.
- Produza uma resposta objetiva: Envie tudo ao banco/adquirente, organizando cada item de forma clara.
- Acompanhe o retorno: Guarde o histórico e aguarde a análise final.
Estar pronto para contestar, e rápido para agir, aumenta muito as chances de reverter uma disputa.
Para aprofundar a gestão de riscos, acesse nossa categoria de e-commerce.
Importância da atualização constante em práticas de segurança
Em tecnologia e pagamentos, nada permanece estático. A cada nova brecha descoberta, cibercriminosos acham meios de tentar burlar sistemas. Por isso, ressaltamos:
Quem não se atualiza, corre riscos desnecessários.
Na FastPay, desenvolvemos APIs modernas, integrações inteligentes, aprendizado constante das tentativas de fraude, e oferecemos relatórios atualizados para clientes.

Conclusão
Gerir o chargeback é mais que defender o caixa: é proteger credibilidade, futuro do negócio e, principalmente, o relacionamento com o consumidor. O segredo está em agir preventivamente: unificar tecnologias, atualizar processos, investir em canais de atendimento e manter políticas claras. Lojas digitais que adotam uma plataforma de pagamentos robusta, como a FastPay, estão vários passos à frente, não só em segurança, mas também em performance de vendas.
Se você busca uma solução flexível, global e pronta para ajudar seu negócio a crescer de forma sustentável, converse com a FastPay e descubra como podemos fortalecer sua gestão, prevenir fraudes e ampliar resultados no e-commerce.
Perguntas frequentes sobre chargeback no e-commerce
O que é chargeback no e-commerce?
Chargeback no e-commerce é quando o titular do cartão contesta uma compra realizada online, solicitando à administradora a devolução do valor. Isso acontece geralmente por fraude, erro na cobrança ou desacordo comercial. O valor é retirado do lojista até que a disputa seja analisada.
Como evitar chargeback na loja virtual?
Algumas práticas ajudam bastante: implemente políticas de venda claras, use soluções de autenticação reforçada, adote plataformas com sistemas antifraude, monitore transações em tempo real e mantenha atendimento ágil para resolver dúvidas. Também é fundamental atualizar frequentemente os processos de segurança.
Quais são as principais causas de chargeback?
As principais origens são: fraude (uso não autorizado do cartão), erro de processamento (cobra duplicada, valor errado), desacordo comercial (produto ou serviço não recebido/inadequado) e clientes que não conseguem contato ou solução do problema rapidamente.
Chargeback pode ser revertido?
Sim, desde que o lojista tenha documentação que comprove a legalidade da transação. É preciso reunir comprovantes e apresentar defesa técnica dentro do prazo estipulado pela operadora. Plataformas com gestão proativa, como a da FastPay, aumentam a chance de sucesso.
Como funciona a gestão de chargeback?
A boa gestão inclui: receber notificação da disputa, identificar o motivo, reunir provas, preparar a defesa e acompanhar a resposta do banco/adquirente. Ferramentas automatizadas e relatórios ajudam a reduzir o tempo de resposta, organizar documentos e defender a loja com mais eficiência.