Gestor de e-commerce analisando custos para trocar de gateway de pagamento no notebook

Trocar o gateway de pagamento nunca é uma decisão trivial no e-commerce. De imediato, pensamos nas taxas, mas percebemos que há muito mais em jogo: integração técnica, estabilidade, migração de dados, treinamento da equipe, negociações contratuais e, acima de tudo, o impacto direto na experiência do cliente.

Nós, da FastPay, acompanhamos essa dúvida de perto, principalmente em negócios que crescem rápido e precisam avançar com segurança e flexibilidade. Em 2026, onde cada detalhe faz diferença no resultado, investigar os reais custos de uma troca de gateway é o caminho mais sensato.

Um gateway bem escolhido vira diferencial estratégico, não só ferramenta técnica.

Neste artigo, mostramos os 5 fatores principais no cálculo desse custo, diretos e indiretos, especialmente para empresas que usam Shopify, mas válidos para todo varejo online que pensa em internacionalizar, escalar ou oferecer novas experiências de pagamento. Incluímos exemplos reais, nossas experiências, além de uma comparação entre cenários de migração.

O que significa trocar de gateway de pagamento?

Mudar o gateway envolve muito mais do que habilitar uma nova opção na plataforma. O gateway é quem faz a ponte entre o seu checkout e a instituição financeira, processando pagamentos via Pix, cartão, boleto e outros meios. Uma alteração exige validação técnica, testes, notificações de antifraude, gestão de estornos, alteração de fluxos internos.

A decisão impacta processos de cobrança, relatórios financeiros, jornada do cliente e até seu posicionamento regulatório no mercado.

Esse movimento se tornou ainda mais relevante com a popularização de métodos como o Pix, segundo dados recentes, já representa 30% das transações no e-commerce brasileiro. Ou seja, um gateway que integra múltiplos métodos, com fluidez e segurança, passa a ser peça-chave no sucesso.

Cada plataforma tem regras específicas para troca. No Shopify, por exemplo, não há bloqueios técnicos, mas há implicações contratuais, integração via APIs e adaptação do checkout, que podem variar em complexidade.

Fator 1: custos diretos (tarifas e integrações)

Tarifas de processamento

O primeiro item analisado são as tarifas cobradas por cada transação processada. Os principais modelos incluem:

  • Tarifa fixa por transação
  • Porcentagem sobre o valor cobrado (ex: 2%, 2,99%)
  • Taxas diferenciadas por método (Pix, cartão de crédito, boleto, carteiras digitais, etc.)
  • Taxa de antecipação de recebíveis, para quem opta por liquidação imediata

Em nossa experiência, alinhar o mix tarifário ao perfil do negócio pode gerar economias de até 20% a 30% ao longo do ano, principalmente para quem processa grandes volumes com métodos como Pix.

Custos de implantação técnica

A integração de um novo gateway pode exigir:

  • Horas do time de desenvolvimento (internas ou agência/parceiro)
  • Testes de homologação e validação de fluxos
  • Ajustes no checkout (para manter a experiência igual ou melhor)

Negócios que usam Shopify contam com apps e APIs que reduzem o tempo de implantação, mas a complexidade pode crescer dependendo dos métodos suportados e das regras comerciais.

Por exemplo, migrar do checkout padrão para um checkout inteligente com links de pagamento, como oferecemos na FastPay, pode custar entre 8 e 30 horas de trabalho, dependendo do grau de customização. Considerando o custo-hora de R$ 160 para desenvolvedores no Brasil, só a troca pode ir de R$ 1.200 a R$ 4.800 em investimento inicial.

Equipe de desenvolvimento trabalhando em integração de pagamentos em vários monitores

Outros custos diretos

  • Taxas de setup em gateways que cobram pela adesão (no modelo FastPay, não cobramos setup padrão)
  • Custos para integrar gateways internacionais, com conversão de moeda (importante para quem quer escalar além do Brasil)
  • Despesas de manutenção/suporte técnico em caso de APIs customizadas

Importante: sempre some esses valores e compare com o potencial de economia gerado pelas taxas menores ao longo de 12 meses.

Fator 2: custos indiretos (operações e treinamento)

Adaptação de processos internos

Quando mudamos o gateway, não só a tecnologia, mas também os processos financeiros e de atendimento ao cliente precisam se adequar. Questões como conciliações diárias, gestão de fraudes, logística de estornos e comunicação automática podem exigir readequação.

  • Treinamento do time financeiro e de atendimento
  • Atualização de playbooks internos
  • Revisão de scripts de conciliação automática
  • Adequação de relatórios e dashboards gerenciais

Um exemplo que vimos na prática: para uma loja Shopify de médio porte (R$ 700 mil/mês), a troca de gateway aumentou a carga operacional do financeiro em 12 horas no primeiro mês, até o time se adaptar totalmente. No longo prazo, porém, os relatórios mais completos da FastPay permitiram baixar essa carga em cerca de 20%, eliminando controles paralelos no Excel.

Experiência do cliente e suporte

Quando o checkout muda, o cliente sente. E, se a experiência não for bem pensada, aumentam os chamados de dúvida, erros de pagamento e abandono de carrinho.

Pense sempre na comunicação clara das mudanças e use recursos como checkout transparente e links de pagamento inteligentes para manter o usuário confiante.

Simplicidade no checkout é confiança na sua marca.

Fator 3: migração de dados recorrentes e assinaturas

Para quem opera modelos de recorrência, como SaaS, clubes de assinatura ou plataformas de conteúdo, migrar um gateway significa transferir a base de clientes, seus métodos de cobrança e tokens de cartão. O desafio aumenta caso os dados estejam criptografados ou amarrados ao fornecedor anterior, demandando:

  • Solicitação de exportação de dados
  • Adequação dos tokens aos novos padrões de segurança
  • Revalidação de consentimentos e políticas de LGPD/GDPR
  • Notificações e instruções para manutenção da assinatura sem interrupção

Nós já conduzimos projetos em que a migração segura de carteiras de cobrança ativa levou entre 30 e 45 dias, sem perda significativa de receita, desde que o planejamento foi rigoroso e a comunicação clara com os assinantes.

Custos de APIs e integrações paralelas

Nem sempre todas as APIs de antifraude, ERP ou CRM são 100% compatíveis de imediato. Pode ser necessário:

  • Desenvolver bridges de integração temporária
  • Customizar regras de automatização
  • Readequar webhooks e sistemas de notificação

O custo vai além da questão técnica: mexe também com o modo como as equipes lidam com cadastros, histórico financeiro e recompra.

Profissional analisando fluxos de migração de dados em telas e documentos

Fator 4: oportunidades de economia (negociação e otimização de custos)

Negociação de taxas com novo gateway

Migrar de gateway é sempre uma brecha para renegociar. Jogar aberto sobre o volume de transações, mix de meios (Pix, cartão, boleto), ticket médio e prazo de liquidação costuma resultar em tarifas mais atrativas.

Por exemplo, se um negócio movimenta R$ 3 milhões/mês, a diferença entre uma taxa de 2,49% e 2,19% ao ano gera uma economia de mais de R$ 10 mil por mês. Numa empresa menor, o ganho vem da flexibilidade para crescer, oferecendo novos meios de pagamento ou antecipação de recebíveis com tarifas sob medida.

Aliás, segundo relatórios recentes, o Pix tornou-se o método de pagamento preferido no e-commerce brasileiro, e gateways preparados para esse crescimento entregam mais resultado e evitam custos extras com integração futura.

Comparação de custos fixos versus variáveis

  • Gateways que cobram taxa mínima mensal: atenção para o porte da sua empresa
  • Modelos “pay as you go” (pague pelo uso): mais flexíveis para negócios sazonais
  • Descontos para antecipação de recebíveis: comparar o percentual do desconto e período de liquidação

Nós já ajudamos clientes FastPay a ajustarem o modelo, reduzindo custos em até 8% no ano simplesmente readequando mix de métodos de pagamento e periodicidade da liquidação.

Negociar tarifas é aumentar margem sem mexer no preço do seu produto.

Fator 5: riscos e custos ocultos (conformidade, segurança, chargebacks)

Conformidade regulatória

Ao trocar de gateway em 2026, a observância das normas BACEN, PCI DSS e LGPD/GDPR é obrigatória, sobretudo para lojas que lidam com dados sensíveis e pagamentos internacionais. Um fornecedor que não atende aos requisitos pode gerar multas, bloqueios e danos à reputação.

Desconsidere gateways sem certificações reconhecidas. O barato pode sair caro em penalidades.

Gestão de riscos e chargebacks

Outro ponto: a efetividade do gateway na prevenção de fraudes e na resolução de disputas (chargebacks). Cada fraude não bloqueada representa não só o valor perdido, mas também custos operacionais, horas do time e insatisfação do cliente.

  • Custo por chargeback (normalmente de R$ 30 a R$ 100 cada)
  • Despesas de conciliação e reembolso
  • Impacto nos indicadores de aprovação, risco de blacklist e reputação junto às bandeiras

Com a FastPay, vimos negócios reduzirem em 60% a incidência de chargebacks em até 90 dias, apenas usando ferramentas de antifraude mais inteligentes integradas à plataforma.

Painel de controle digital mostrando certificações de segurança em gateway de pagamentos

Como calcular o custo total da troca?

Organize os custos em três blocos:

  • Custos Diretos: taxas, tarifas, integrações, setup
  • Custos Indiretos: horas das equipes, treinamento, ajuste de processos operacionais
  • Riscos e Contingências: eventuais falhas, custos legais, prejuízo por interrupção de vendas

Faça uma estimativa mensal e anual, comparando o cenário atual versus o cenário pós-migração, descontando eventuais ganhos com taxas, prazos menores de liquidação e menores taxas de chargeback.

Não se esqueça de considerar o valor intangível de um gateway escalável, que suporta crescimento, múltiplos meios de pagamento e canais omnichannel como loja física e e-commerce.

Principais cenários de migração de gateway

Podemos dividir os cenários mais comuns em três tipos:

1. Troca de gateway sem recorrência e com métodos tradicionais

Normalmente resolve-se em até 2 a 4 semanas. A troca é mais simples, bastando ajustar o checkout no Shopify, adaptar relatórios e treinar a equipe financeira. Os custos ficam restritos à integração, configuração e diferenciais de tarifas.

2. Migração com base de assinaturas recorrentes

Mais complexo, exige planejamento para não interromper cobranças automáticas. Além dos custos técnicos, há custos de comunicação com clientes, testes de migração e monitoramento apurado nos primeiros ciclos. Uma transição bem feita, como entregamos na FastPay, preserva a receita e elimina surpresas.

3. Estratégia omnichannel: integrar loja física e digital

Para quem quer unificar vendas físicas e online, o gateway deve suportar POS inteligente, Pix, múltiplas moedas e diferentes tipos de liquidação. Eventualmente, os custos são compensados pelo aumento do ticket médio e conversão, já que o cliente tem mais liberdade de escolha.

Exemplo prático: cálculo do ROI na troca de gateway

Imagine uma operação Shopify processando R$ 1,2 milhão/mês. O atual gateway cobra 2,69% no cartão e 1,39% no Pix. Após cotação, encontra um gateway (como a FastPay) com 2,19% cartão e 0,89% Pix. Migrar envolve:

  • Investimento técnico inicial de R$ 3.000
  • Treinamento de equipe: R$ 800
  • Adaptação de relatórios: R$ 200
  • Total inicial: R$ 4.000

Em 12 meses, considerando 60% das vendas no cartão (R$ 720 mil/mês) e 40% no Pix (R$ 480 mil/mês):

  • Economia cartão: 0,5% x R$ 720.000 = R$ 3.600/mês, ou R$ 43.200/ano
  • Economia Pix: 0,5% x R$ 480.000 = R$ 2.400/mês, ou R$ 28.800/ano
  • Total economizado no ano: R$ 72.000

Subtraindo o custo inicial, o ROI é muito expressivo já no primeiro ano.

Como escolher o gateway ideal para 2026?

Indicamos uma leitura detalhada no guia sobre escolha de gateway. Mas, em resumo, avalie:

  • Amplitude de métodos de pagamento (Pix, carteiras digitais, boleto, cartões, etc.)
  • Facilidade de integração com Shopify e outras plataformas
  • Infraestrutura para jornada omnichannel (POS, loja física, online, venda multicanal)
  • Soluções white-label e personalização
  • Compliance e certificações rigorosas
  • Atendimento, suporte e documentação técnica
  • Transparência na precificação e contratos flexíveis

Você pode encontrar uma análise completa dos melhores meios de pagamento para e-commerce e marketplaces neste outro conteúdo.

Escolher o gateway certo é escolher como seu cliente vai lembrar do seu negócio.

Dor de migrar? O que aprendemos em centenas de casos reais

Ao longo dos anos, acompanhamos transições rápidas, estruturadas e silenciosas, e outras marcadas por percalços. O segredo está no planejamento e no apoio técnico qualificado durante todo o processo. Com a tecnologia avançada e APIs modernas, como as da FastPay, o impacto na operação caiu bastante. Em muitos casos, a migração foi concluída fora do horário de pico, sem atraso nas vendas ou reclamações do cliente final.

Seja para adaptar os métodos aos novos hábitos de consumo do brasileiro, seja para vender fora do país, a escolha certa hoje será seu diferencial amanhã.

Se quiser se aprofundar, recomendamos também nosso artigo completo sobre gateways e nosso guia para e-commerces e fintechs.

Conclusão: Migrar pode sair caro... ou pode multiplicar seus resultados

Em resumo, trocar o gateway envolve custos diretos, indiretos e riscos, mas também pode abrir espaço para grandes ganhos de eficiência, economia e inovação na experiência do cliente. O segredo está em planejar, calcular com rigor e, principalmente, contar com parceiros que compartilham o compromisso com o crescimento seguro da sua empresa, como fazemos na FastPay.

Se está avaliando uma migração ou tem dúvidas sobre qual modelo se ajusta ao seu negócio, convidamos para conhecer mais sobre nossa plataforma e simular cenários reais de economia, integração e escalabilidade. Entre em contato conosco e descubra como unir tecnologia, confiança e agilidade na gestão de pagamentos do seu e-commerce.

Perguntas frequentes

Quanto custa trocar de gateway em 2026?

O custo total depende de múltiplos fatores: taxas de implantação, valor das tarifas do novo gateway, despesas com adaptação técnica, horas de treinamento de equipe e possíveis ajustes nos processos internos. Uma migração simples pode custar de R$ 2.000 a R$ 5.000, enquanto projetos com grandes volumes, integrações complexas ou base de assinantes podem chegar a R$ 20.000 ou mais. Sempre recomendamos calcular todos os custos diretos (integração, setup, tarifas) e indiretos (tempo da equipe, comunicação, adaptação de sistemas) antes de decidir.

Como escolher o melhor gateway para meu negócio?

O ideal é analisar o perfil das suas vendas, mix de métodos de pagamento desejados, compatibilidade com sua plataforma (como Shopify), facilidade de integração, suporte para vendas omnichannel e, claro, transparência nos custos. Aposte em gateways certificados, com tecnologia escalável e bons recursos antifraude. Para um passo a passo completo, sugerimos a leitura deste guia sobre intermediadores de pagamentos.

Vale a pena trocar de gateway agora?

Vale a pena quando as vantagens superam os custos: taxas menores, maior flexibilidade, novos métodos (como Pix), facilidade para internacionalizar ou integração omnichannel. Em 2026, negócios que alinham o gateway ao perfil do consumidor e à escala da operação conseguem ampliar vendas e rentabilidade. Planeje com cuidado, simule cenários e escolha parceiros confiáveis.

Quais fatores influenciam no custo da troca?

Os principais fatores são: volume de transações, tipo de venda (única ou recorrente), complexidade da integração com seus sistemas, necessidade de migrar dados históricos ou assinaturas ativas, treinamentos, ajuste de relatórios e compliance regulatório. Adicionalmente, a urgência do projeto e a disponibilidade do time interno podem elevar custos.

Como comparar taxas entre gateways diferentes?

Primeiro, analise o percentual sobre cada método (cartão, Pix, boleto, carteiras digitais), a existência de taxas mínimas/mensais, valores de setup e antecipação de recebíveis. Organize os dados em uma planilha, simulando seu volume de vendas, ticket médio e divisão dos meios de pagamento. Dessa forma, você enxerga a economia potencial ao longo de alguns meses ou um ano, considerando também possíveis cobranças ocultas. Para mais detalhes, veja nosso guia prático de gateways.

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Pablo Marques

Sobre o Autor

Pablo Marques

É especialista em tecnologia financeira e atua na equipe de inovação da FastPay, desenvolvendo estratégias e conteúdos sobre pagamentos digitais, segurança e performance para e-commerces e fintechs. Com experiência no ecossistema global de pagamentos, ele compartilha insights sobre tendências, compliance e infraestrutura para negócios digitais que buscam escalar com eficiência.

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